quinta-feira, 17 de maio de 2012

A vida não é fácil


A vida não é fácil.Ninguém nos garantiu que seria. Viver exige esforço, gratidão e autoconhecimento para ser mais leve. Autopiedade não tira ninguém da tristeza que se encontra. A culpa e o arrependimento não mudam o passado. O que pode ser feito daqui para frente é onde encontramos o crescimento. Sofrimentos podem ser grandes ensinamentos e não motivos para lamentações infindáveis. Ter pena de si mesmo é um grande autoabandono porque não temos pena de quem admiramos. A solitude é saudável. A solidão vicia e só nos invade quando não somos solidários. Pedir ajuda é um ato de humildade e um aprendizado. Mas não espere que o Outro resolva as coisas para você. Até para levantar da cama diariamente, é necessário um esforço próprio. Temos em nossas mãos o poder de superação, de reação, de renascimento. A ansiedade nos deixa preocupados, a ação nos ocupa e nos faz produtivos. E o amor, o amor...este precisa alcançar dimensões muito maiores, começando por incluir a nós mesmos. E isto começa com o autoperdão. Quando não estamos nos gostando, provavelmente, estamos agindo destrutivamente e cavando o nosso próprio desconforto. Ninguém é responsável por isto. Uma relação afetiva pode ser a experiência mais bonita ou a mais nociva. Tudo depende dos valores que desenvolvemos para nós mesmos. Das coisas que acreditamos merecer. Eu, por exemplo, tenho descoberto que não quero ninguém que me dê menos do que eu me dou: sinceridade, cuidado, carinho, paciência, compreensão, credibilidade, apoio, amor. Eu me preservo, mas aceito as mudanças com a curiosidade que as crianças têm. Porque confio na vida, no mundo, nas pessoas e na minha BOA SORTE. Nada nem ninguém pode me ferir, além de eu mesma. Tenho o poder das escolhas e não me importa o que tenha de ser abandonado para que eu encontre a prosperidade em todos os aspectos: emocional, pessoal, espiritual, profissional. Eu sou comprometida com a felicidade. E é ela que orienta o meu coração.Uma vida de paz, meus amores.Vamos fazer o que pode ser feito a partir das habilidades, disposição ou limitações de cada um. Mas façamos o nosso melhor.
(Marla de Queiroz)

Saudades

Há saudades que caminham comigo aconchegadas num lugar gostoso que a memória tem. Sei que estão lá, mesmo quando demoro um bocado de tempo para apreciar as histórias que me contam. São porta-jóias que guardam encantos que não morrem. Caixinhas de música, que, ao serem abertas, derramam melodias que me fazem dançar com elas de novo. São saudades capazes de amenizar o frio de alguns instantes com os seus braços de sol. Mas existem também saudades que pousam no meu coração de vez em quando e ficam de lá me olhando com aquele olho comprido. Falam de lugares, pessoas ou épocas da minha vida. São espelhos que refletem feições conhecidas. São saudades que entornam perfumes que somente a alma reconhece. Que sobrevoam regiões por onde apenas as emoções caminham. Que destampam ausências que a gente algumas vezes prefere ignorar. São saudades de um mundo que tem cheiro de quintal lá da infância da gente. Que é macio para todos os seres que nem lençol recém-trocado. Que tem o timbre de voz amada quando toca o nosso ouvido. Um mundo bacana onde as pessoas têm clima de passeio. Onde não existem armas, visíveis ou não. Onde a gente vive com o sentimento de estar brincando de roda uns com os outros: se um leva um tombo reflete na roda inteira. São saudades de um mundo contente feito céu estrelado. Feito flor abraçada por borboleta. Feito café da tarde com bolinho de chuva. Onde a gente se sente tranqüilo como se descansasse num cafuné. Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso, a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza. Um mundo onde as pessoas confiam umas nas outras. Um mundo onde a culpa deixou de ser uma desculpa para não sermos felizes. São saudades de um mundo onde o respeito não tem cheiro de mofo: todos somos iguais e todos somos diferentes e isso é claro, natural e indiscutível. São saudades de um mundo que lembra a pureza de amarelinha desenhada com giz no terreno da escola. Que lembra a alegria de chegar no céu quando a gente pulava amarelinha. Que lembra a melodia gostosa da risada do amigo. Saudades de um mundo sem hipocrisia. Sem diz-que-me-diz-que. Sem jogo. Ninguém quer ferir ninguém, por nenhum motivo. As boas intenções são mesmo boas. Há em cada pessoa um cuidado, um bem-querer, um zelo amoroso, com relação a todas as outras, porque essa é a natureza do coração humano. Um mundo onde todas as formas de vida são abençoadas. São saudades de um mundo onde a gente pode falar de coisas inocentes sem temer parecer ridículo. Onde podemos ser sensíveis e expressar a nossa sensibilidade sem sermos olhados como vítimas de uma doença grave. Onde a busca pelo conforto da alma é tão necessária quanto a busca pelo conforto do corpo. Onde podemos caminhar pelas ruas, descontraídos, sem temer ser atacados por outro ser humano. Um mundo no qual, em vez de propagar o medo, as pessoas utilizam a sua energia para propagar o amor. Saudades de um mundo que às vezes eu sinto tão intensamente que já parece de verdade. Já parece existir, de alguma forma. Um mundo no qual habito toda vez que eu o vejo...
(Ana Jácomo) 

Alma Gêmea

Dizem que amores são imortais; muitos acreditam que o verdadeiro amor atravessa encarnações.
O verdadeiro amor não tem prazo de validade, quando acontece ele é intenso e eterno, mesmo que as almas gêmeas dancem com outras almas não gêmeas, um dia elas se reencontrarão e a dança será em um ritmo único, onde somente as metades conseguem acompanhar a música, por mais difícil que ela possa ser.
Mas chegará um dia em que elas se afastarão novamente, mas por tempo determinado, até o próximo encontro em outra vida.
Mil vidas passarão, mas as almas jamais se esquecerão, pois a metade que lhe completa é única, é como uma chave que completa a fechadura, apenas ela tem o segredo para completar; completar não é transbordar, completar é sempre estar na medida certa, nunca abaixo, nunca acima. É caminhar lado a lado, por mais sinuosa que a estrada seja.
As verdadeiras almas gêmeas se reconhecerão em qualquer época, em qualquer dança, em qualquer estrada...

terça-feira, 15 de maio de 2012


Essa sou eu


"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"